SWU: Resenha do dia 11

“Começa com você”. Por trás dessa ideia sustentável (vide, mercadológica) do SWU, eis que surge um evento digno da grandeza de Itu e da demanda do público brasileiro, órfão do Rock in Rio e genéricos há um bom tempo. Mas, com o Maquinaria Festival – ano passado – repercutindo relativamente bem, parece que algumas cabecinhas tiveram uma luz pra dar vida a mais um open air, que já aponta pra uma próxima edição (veja o final da resenha).

Vou misturar com minhas impressões pessoais, e focar apenas o dia 11 – que eu fui – porque não dá pra julgar os demais dias só por videozinhos. Para o dia 9 e 10, visitem o post da @marianajaneiro clicando aqui.

* Preparativos

Depois de passar uns dois meses com o ingresso nas mãos, combinando detalhes com os outros, aconteceu o que eu já previa: Foi tudo resolvido de última hora haha! Fiquei hospedado na casa de um amigo que mora na “terra das coisas grandes” desde o domingo a tarde, juntamente com meu irmão e mais dois companheiros de guerra. Som alto, partidas de Wii e improvisos de rangos na cozinha foram nosso aquecimento para a maratona do dia seguinte – quando o pai de um deles e nossas namoradas se juntaram à muvuca. Almoçamos em casa, almoçamos (de novo) no Plaza Shopping (o que a expectativa de ficar sem comer não faz, né?) e partimos pra peregrinação – quase que literalmente – ao SWU. Já eram umas 5 da tarde quando chegamos a um dos palcos tremendo…

CAVALERA CONSPIRACY

Nunca fui fanático por Sepultura, mas aprendi a respeitá-los e igualmente admirar a influência dos irmãos Cavalera. Max já não é o mesmo de antigamente, está vários quilos mais gordo, descuidado, zuado – mas sua voz continua fazendo estrago, no bom sentido. Já o Igor me parecia muito bem, obrigado, e descendo a mão na batera como só ele sabe fazer. Os outros dois membros não são tão carismáticos, mas não deixaram a desejar e contribuíram para pancadaria de thrash metal rolar solta sem dó nem piedade. Quatro sons do Sepultura foram tocados, encerrando o show com o hino Roots Bloody Roots – que, depois de só assistir, até me atrevi a cantar um pouquinho hehe!

01.  Inflikted
02.  Sanctuary
03.  Terrorize
04.  Refuse/Resist (Sepultura Cover)
05.  The Doom Of All Fires
06.  Hex
07.  Wasting Away (Nailbomb Cover)
08.  Hearts of Darkness
09.  Attitude (Sepultura Cover)
10.  Ultra-Violent
11.  Warlord
12.  Troops of Doom (Sepultura Cover)
13.  Roots Bloody Roots (Sepultura Cover)

AVENGED SEVENFOLD

Finalmente chegou minha chance de conferir o AX7 ao vivo e – de tabela – ver o mestre Mike Portnoy ali no fundinho. O show em si foi ótimo, com uma equalização ok (às vezes o baixo parecia um pouco deslocado) e um M. Shadows muito, muito inspirado! Estava ansioso pra comprovar o talento do cara e não me decepcionei, sua voz é perfeita ao vivo – cheia de técnica, potência, além de um timbre lindo – ora suave, ora agressiva. Zack, Synister e Johnny fizeram sua parte, enquanto Mike estava super à vontade com as baquetas. A platéia compareceu, cantou e agitou – só não abriu a tão pedida “roda punk” rs – e o setlist foi baseado no último álbum, como era de se esperar pelos festivais que participaram. Ao meu ver, só ficaram devendo uma baladinha pra galera, que podia ser fácil a So Far Away (tenho certeza que todos cantariam em coro pra homenagear o The Rev). Mas, como os próprios disseram, tem muito mais o ano que vem. ;]

01.  Nightmare – vídeo
02.  Critical Acclaim – vídeo
03.  Welcome To The Family – vídeo
04.  Beast and the Harlot – vídeo
05.  Buried Alive – vídeo
06.  Afterlife – vídeo
07.  God Hates Us All – vídeo
08.  Unholy Confessions – vídeo
09.  Almost Easy – vídeo

INCUBUS

O Incubus era uma banda que eu queria ter apreciado mais, porém, tive que optar por descansar e comer por essa hora – não antes de vê-los abrindo com Megalomaniac (tomei um susto!) e mandar Nice To Know You, também inesperadamente. O som parecia estar bem nítido, talvez tenha sido a melhor equalização da noite, e os caras continuaram despejando clássicos e clássicos, como a bela Drive e a óbvia Wish You Were Here – de trilha sonora enquanto comia sentado com minha namorada haha! Tenho certeza que os fãs não tem do que reclamar de um setlist como esse aí…  

01.  Megalomaniac – vídeo
02.  Anna Molly – vídeo
03.  Nice To Know You
04.  Pardon Me – vídeo
05.  Circles
06.  Make Yourself
07.  Oil and Water
08.  Drive
09.  Crow
10.  Are You In
11.  Look Alive
12.  Stellar
13.  Surface To Air
14.  The Warmth
15.  Love Hurts
16.  Wish You Were Here

QUEENS OF THE STONE AGE

Outra banda que fez parte da minha sessão de descanso – agora acompanhado de vários amigos próximos ao “barco de madeira reciclável”. Poupamos energia pro show do Linkin Park, mas deu pra assistir de perto a tríade Go With The Flow, No One Knows e A Song for the Dead com gente pulando, dançando e se chacoalhando. O QOTSA deve ter feito a apresentação mais “rock n’ roll” das três noites e, pelo visto, foi uma escolha mais certeira do que parecia.

01. Feel Good Hit of the Summer – vídeo
02. The Lost Art of Keeping a Secret
03. 3’s & 7’s
04. Sick, Sick, Sick – vídeo
05. Misfit Love
06. Monsters in the Parasol
07. Burn The Witch
08. Long Slow Goodbye – vídeo
09. In My Head
10. Little Sister – vídeo
11. I Think I Lost My Headache
12. Do It Again
13. Go With The Flow – vídeo
14. No One Knows – vídeo
15. A Song for the Dead – vídeo

PIXIES

Os fãs que me perdoem, mas o máximo que posso dizer é que o som estava estourado, os músicos pareciam despreocupados (no mal sentido), e que meus ouvidos – e de muita gente por perto – pediam um fim daquela tortura o mais rápido possível. Não dá, o estilo do Pixies era muito divergente do resto, e creio que a idade deles também não ajudou (prefiro acreditar que também não eram estátuas quando mais novos). Sabe, os tiozinhos deviam aprender com a Joss Stone – que fez milagre ao demonstrar tanta presença de palco em uma sonoridade limitada em arenas – mas não rolou. Só quem é fã mesmo deve ter aturado um set tão longo que não acabava nunca! Deus é mais.

01.  Bone machine
02.  Isla de encanta
03.  Tame
04.  Broken face
05.  Vamos
06.  Debaser
07.  Wave of mutilation
08.  Here comes your man
09.  Monkey gone to heaven
10.  Mr. Grieves
11.  Crackity Jones
12.  Caribou
13.  La la love you
14.  No. 13 baby
15.  Gouge away
16.  Velouria
17.  Dig for fire
18.  Allison
19.  Hey
20.  U-Mass
21.  Vamos
Encore
22.  Planet of sound
23.  Where is my mind – vídeo
24.  Gigantic

LINKIN PARK


A atração principal da noite foi a banda número 1 da Bilboard nessa década – o Linkin Park. Pelas entrevistas do LP, já dava pra sacar que a apresentação seria uma mescla conceitual da turnê nova do A Thousand Suns – seu novíssimo álbum – com as músicas mais clássicas (e esperadas) desses 10 anos de carreira. Na prática, o show variou entre o bom e o excelente – prejudicado, penso eu, pelas canções novas ainda serem desconhecidas da maioria. Mas o set foi muito equilibrado e fez jus ao que os caras queriam: Não se limitar ao new metal. Na verdade, o Linkin Park de hoje é simplesmente mais “new” do que “metal”, o que é ruim pra quem só gosta de peso, mas bom pra quem aprecia criatividade e teatralidade além de bate cabeça (pense em Kid A do Radiohead e vai entender o que estou falando). Minha única ressalva é o Chester, que ainda parece buscar um encontro entre suas linhas de voz limpas e rasgadas, sem prejudicar sua potência (o que, eu sei, não é tão simples quanto parece). Sonoramente, foi uma viagem que nos brindou com riffs pesados, melodias pops, batidas eletrônicas, raps politizados, passagens de piano, balada acústica, entre outros gritos e momentos de histeria/calmaria. Poderia ter sido mais intenso? Talvez sim. Mas, dentro dessa nova proposta, creio que eles fizeram o melhor e só se encontrem mais com o tempo. E valeu pela Bleed It Out de surpresa no finalzinho!

01. The Requiem
02. Wretches and Kings – vídeo
03. Papercut
04. Given Up
05. New Divide – vídeo
06. Faint
07. Empty Spaces
08. When They Come For Me
09. No More Sorrow
10. Jornada del Muerto
11. Waiting for the End
12. Wisdom, Justice and Love
13. Iridescent
14. Numb – vídeo
15. The Radiance + Piano/Trecho The Catalyst
16. Breaking the Habit – vídeo
17. Shadow of the Day
18. Crawling – vídeo
19. One Step Closer – vídeo
Encore
20. Fallout
21. The Catalyst
22. The Messenger
23. In the End
24. What I’ve Done – vídeo
Encore II
25. Bleed it Out + Trecho Burning in The Skies

Por fim, um esquema rápido de prós e contras do evento:

* Prós:
– Ótimo cast de bandas pra uma primeira edição;
– Local amplo, espaçoso, e típico de open airs;
– Equipamentos de qualidade e disposição boa entre os palcos Água e Ar;
– Horários cumpridos à risca e sem grandes atrasos (exceto pelo Queens);
– Policiamento e segurança decentes.

* Contras:
– Trânsito alto em todas as vias para o evento (carro/ônibus/a pé);
– Distância considerável do estacionamento próprio em relação à arena;
– Preços de bebida e comida ligeiramente “insustentáveis”;
– Falta de torneiras nos banheiros (!);
– Poucos cestos de lixo, muito lixo nos chãos (!!!).

E já se preparem: SWU 2011 confirmado pelo Eduardo Fischer (responsável pelo evento) para outubro, provavelmente na Fazenda Maeda novamente, e já com duas atrações supostamente confirmadas pelo canal oficial do SWU no Youtube – Alice in Chains e System of a Down. Agora é só aguardar!

NOTA: Aos interessados, vou adicionar os vídeos das respectivas músicas que forem surgindo no Youtube, ao lado de cada uma delas nos setlists citados, ok?

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Sobre Will Pauley

Will Pauley, 23 anos. É publicitário e pseudo-filósofo nas horas vagas. Tem um chinchila de estimação, uma banda com influências de rock japonês, e uma namorada com cabelos bem branquinhos. Gosta de escrever bastante e por isso criou este pra compartilhar um pouquinho de tudo com todos que o visitam.
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Uma resposta para SWU: Resenha do dia 11

  1. Mellory disse:

    Ótima resenha, Will!
    Dentre todos esses shows, gostaria de ter visto Incubus, A7x e Linkin. Além de Joss Stone, Los Hermanos e Kings Of leon… Preciso ver os shows com calma ^^ Mas vão ter MUITAS reprises *-* E espero poder ir ano que vem (com dezoitão haha).
    Preciso de shows, poooo! 😉

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