#MÚSICA: Linkin Park, A7X e Angra – Reviews

Banda: Linkin Park
Álbum:
A Thousand Suns (setembro de 2010)
Gênero: Eletro-rock / Rap / Alternativo
O Melhor: A originalidade do experimentalismo
O Pior: Guitarras ofuscadas pelos demais instrumentos
O Péssimo: A capa é esse treco feio aí do lado…
Site: http://www.linkinpark.com

Ousado. Essa é a palavra certa pra descrever “A Thousand Suns”, o novíssimo álbum do gigante Linkin Park. Se já era notável a transição entre o new metal – estilo que consagrou a banda – para algo mais melódico e detalhado, visto em “Minutes to Midnight”, o novo trabalho deixa tudo ainda mais claro (ou não). Na verdade, toda a essência do que o LP fez até hoje está aqui: Linhas de rap intercalando vozes cantadas (Waiting for the End, um crossover bem único de reggae/rap/eletrorock), versos fortes proclamados por Mike Shinoda (When They Come For Me), lindas passagens de Chester Bennington (que berra pouco dessa vez – mas quando solta o gogó, nos brinda com Blackout), além de MUITA, MUITA influência eletrônica – pra ninguém dizer que o Joe Hahn ficou de braços cruzados. As letras (conceituais) são ótimas pra uma banda tão comercial, mas os interlúdios pinkfloydianos seriam dispensáveis. É quase um resumo da carreira dos caras, só que mais experimental e poético. Um pouco leve para os ouvidos de fãs antigos, porém, um passo corajoso de inovação – que às vezes erra, mas, sobretudo, acerta bastante. Merecem aplausos só por isso. Nota: 7,5

Banda: Avenged Sevenfold
Álbum:
Nightmare (julho de 2010)
Gênero: Metal Alternativo / Heavy Metal
O Melhor: Synister Gates + M. Shadows + Mike Portnoy = Épico!
O Pior: A morte do The Rev
O Péssimo: Fãs retardados de DT dizendo que Mike foi pra uma banda emo ¬¬’
Site: http://www.avengedsevenfold.com/

Agora que parei pra escrever, pensei: “Não poderiam ter escolhido um título melhor para esse álbum”. Nightmare reflete o pesadelo de uma banda que não só perdeu um grande compositor e participante ativo do Avenged Sevenfold (encontrado há meses atrás morto por overdose), mas, certamente, um grande e talentoso companheiro. Mas, ao invés de olharem pra trás e sepultar toda sua história, Shadows e companhia resolveram prestar sua homenagem a James “The Rev” Sullivan nas gravações que seguiriam – começando pelo baterista convidado para gravar em seu lugar, Mike Portnoy (ex-Dream Theater), ídolo-mor de Rev. Numa mistura de clima sombrio e melancólico, o novo trabalho do AX7 é uma continuação mais madura de “City of Evil”, que talvez seja o seu maior clássico até aqui. É incrivelmente pesado, detalhado e pomposo. Synyster Gates se destaca fácil com riffs e solos maravilhosos, tornando-se possivelmente o guitarrista mais notável da América nos dias de hoje. Outro ponto alto vai pras vocalizações de M. Shadows, em sua melhor forma, variando entre timbres suaves e drives intensos – sempre cheios de feeling. Zacky e Johnny cumprem bem seu papel, e o mesmo para Mike (que já tinha suas linhas compostas, mas faz sua função com qualidade ímpar, digno do melhor batera do mundo que já fora eleito). Enfim, é difícil destacar uma faixa, mas a própria Nightmare (bem no estilo do Avenged), So Far Away (talvez “a balada” do ano) e Save Me (progressiva como a ex-banda de Portnoy) dão uma bela amostra do ícone mais expressivo do heavy metal pós século XXI. Imperdível!  Nota: 9,0

Banda: Angra
Álbum:
Aqua (agosto de 2010)
Gênero: Metal Melódico / Progressivo
O Melhor: Não é mais um besteirol europeu. É Angra!
O Pior: O single – Arising Thunder – mega clichê
O Péssimo: Poucas faixas pra tanta novela
Site: http://www.angra.net

E o Angra voltou! Quem acompanhou os últimos quatro anos sabe que essa história foi uma novela – com direito a treta com empresário, saída do Aquiles, e o retorno de Ricardo Confessori para o posto das baquetas. A banda então tomou as rédeas de sua carreira e passou a compor o sucessor do (fraco) Aurora Consurgens, que partia para um direcionamento mais técnico e europeu, nada comparado aos renomados Temple of Shadows e Holy Land, que primavam por melodias e influências étnicas. Aqua pode ser descrito exatamente como uma mescla dos dois álbuns supracitados. Inspirado na última obra de Shakespeare, “A Tempestade”, o disco abre com Arising Thunder, um tiro no pé de quem esperava criatividade depois do Aurora. Mas, daí pra frente o Angra acerta o ritmo com a Awake from Darkness, cheia de variações e gingado brasileiro. Lease of Life surge como uma composição mais calma, bonita, com refrão apenas aos 45 minutos do segundo tempo. Chama atenção por isso. Então temos a dobradinha The Rage of the Waters (puro Dream Theater na fase Images & Words) e Spirit of the Air (puro Angra mesmo), duas das melhores faixas do Aqua. Até aqui você já percebeu que Edu Falaschi voltou a cantar como na época do Symbols, sua antiga banda, o que é ótimo para o desempenho final de sua voz. Rafael, Kiko e Felipe dão show em seus respectivos instrumentos, enquanto Confessori é o maior responsável pelo clima brasileiro presente o tempo todo. Pra quem sonhava ouvir um quê de Angra antigo com Angra novo, pode ser um achado. Não é o melhor trabalho, mas trás a Deusa do Fogo de volta a boa forma. Nota 8,0

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Sobre Will Pauley

Will Pauley, 23 anos. É publicitário e pseudo-filósofo nas horas vagas. Tem um chinchila de estimação, uma banda com influências de rock japonês, e uma namorada com cabelos bem branquinhos. Gosta de escrever bastante e por isso criou este pra compartilhar um pouquinho de tudo com todos que o visitam.
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